As crianças em Berlim devem estar preocupadas neste final de ano: a capital da Alemanha está enfrentando uma séria escassez de papais noéis a apenas um mês do Natal, segundo informou o diretor de uma agência de colocação de papais noéis.
Cada noel visita uma média de 10 a 12 famílias, embora alguns consigam até 20.
"É um trabalho cansativo e às vezes é preciso acelerar o passo se você começar a se atrasar", revelou Heydeck.
Muito cansativo. Imagine, trabalhar 25 dias por ano não é pra qualquer um. Nesse ritmo será normal ver Papai Noel jogado por aí, bêbado, na sarjeta.
Lembro quando Havaianas era um chinelo comum. Sim, um chinelão de pobre, algo frágil, simples, sem graça. Bom mesmo era Rider. Rico só usava Rider. Na beira de piscinas em clubes chiques você via um exército de Riders. Havaianas só no pé do empregado.
Mas bastou um espertão levar as Havaianas para a Europa e dizer "o chinelo das favelas cariocas". Pronto. Sucesso na Espanha, febre na França e objeto de consumo na Itália. De repente sair à noite de Havaianas nos pés era muito elegante. O quê aconteceu? Os preços mudaram.
As havaianas, que custavam poucos mais de R$ 5, hoje custam por volta de R$ 20. Os ricos compram Havaianas estilizadas com florzinhas. Os mais pobres estão prestes a viverem descalços o resto da vida.